Olhares sócio-antropológicos sobre Filmes, textos, artigos, livros, documentários,..

Amo cinema e vejo nos filmes inúmeras oportunidades de refletirmos sobre a vida, sobre temas diversos que nos tocam de maneiras diferentes, a partir de nossas grades de leitura e nossas vivências.
Assim, faremos neste primeiro momento reflexões sobre filmes, documentários que assisti e partilhei com meus colegas de sala (educandos) e outros que assisti em momentos de lazer criativo e produtivo. E, em um segundo momento farei comentários de livros, textos, artigos, enfim, o que li e como apreendi o lido, e os frutos de minha vivência, do meu dia-a-dia, do meu vivido também. Tudo isto será partilhado aqui com cada um de vocês!!

Boa Leitura!!

terça-feira, 11 de abril de 2017

INTOLERÂNCIA OU ETNOCENTRISMO: CUIDADO!!



         Infelizmente, temos vivido momentos de profunda intolerância, seja no trânsito, seja na sala de aula, seja em casa, seja na rua, nos meios midiáticos, cujas propagandas apontam para o não Bullying, mas os desenhos e filmes que seguem a posteriori ressaltam-no, retratando-o no universo escolar, em casa, através do irmão que ameaça o tempo todo o outro mais novo, enfim,.. O que se está fazendo?
             Deseja-se uma sociedade homogênea, em que todos os valores devam ser iguais, sem qualquer tipo de questionamento? Enfatizando sempre que o grupo ou os grupos de pertencimento são melhores, deixando emergir na sua forma mais prejudicial o etnocentrismo, que em outras palavras significa a valorização excessiva da sua cultura, sem respeito algum pelas demais? Ou se deseja uma sociedade heterogênea, em que a diversidade seja a tônica? Em que o individualismo predomine sobre a individualidade? Em que cada um tenha que se virar de qualquer jeito? Em que não haja possibilidade alguma de diálogo, pelas diversidades prevalecerem sobre a chance do igual, do comum? Ou ainda, deseja-se a sociedade em que tanto se possa ter a singularidade, as diferenças, o mais alto que o outro, o que gosta mais de uma disciplina do que da outra, por identificar-se mais com esta e não com aquela; contudo, que comunguem das mesmas leis do grupo em questão, que afirmam em primeira instância que: "todos são iguais perante a lei"; sendo que jamais queiram enfatizar que a igualdade a que se referem seja a anulação da diferença?
                Bem, nos dois primeiros questionamentos, seja a valorização do igual ou do diferente, tem-se o etnocentrismo, que irá exacerbar a intolerância, o que é maléfico para todos, pois, começa-se a construir em volta das pessoas muros invisíveis, simbólicos de segregação, de preconceitos, de desrespeito a diversidade, a diferença qualquer que seja ela... E, tudo isto leva a morte, a tristeza, a desconfiança e ao desconforto, a uma guerra civil que vai se instalando através da violência urbana, da violência que se manifesta além da dimensão física, mas ataca o psíquico, fazendo com que o diferente se veja acuado, com medo,  com pavor de sair, de se manifestar de que forma for...
                Contudo, está no último questionamento que prioriza uma sociedade em que iguais e diferentes possam conviver de maneira respeitosa, em que a lei, contida na nossa Constituição de que: "todos são iguais perante a lei", conforme falado anteriormente, que permeia nossas relações, faça todos entenderem que vivemos em uma diversidade cultural, religiosa, étnica, ideológica, ..., mas somos Seres Humanos, somos Ser Gente, pessoa, que além de termos a nossa individualidade, singularidade, oriunda de nossa subjetividade, somos, sujeitos sociais, que aprendemos valores, crenças dos grupos com os quais convivemos, e com estes, deveríamos aprender a respeitar o outro incondicionalmente, praticando o relativismo cultural, ou seja, o compreender que existem outras culturas que não apenas as nossas...
                  E, desta maneira, os olhares no universo midiático também sofreriam uma alteração para melhor, por retratarem no que é mostrado, o respeito, muito maior que a tolerância em si, pois a tolerância sozinha, sem respeito, torna-se algo forçado, que deve-se fazer ou aceitar porque TEM QUE... Mas, com o respeito, aprende-se que não se precisa aceitar o outro, em todas as suas singularidades, apenas RESPEITAR O OUTRO INCONDICIONALMENTE, dizer ao outro: “POSSO NÃO ACEITAR, POR "N" MOTIVOS AS SUAS, NOSSAS DIFERENÇAS, MAS EU TE RESPEITO, TU ME RESPEITA E, MESMO ATRAVÉS DAS DIFERENÇAS, PODEMOS DIALOGAR, PODEMOS CONVERSAR, PODEMOS PERCEBER QUE O SER HUMANO QUE CADA UM DE NÓS É, É MAIOR QUE AS DIFERENÇAS VISTAS”. E, neste momento, chega-se a um segredo, retratado por Claude Lévi-Strauss e vários outros estudiosos, começa-se a perceber que por trás de diferenças, existem semelhanças, existem pontos de encontro, de familiaridades e não só de estranhamentos.... É aqui que reside a nossa grande magia, o nosso grande tesouro: SABERMOS E APRENDERMOS A DIALOGAR, RESPEITOSAMENTE, NA DIVERSIDADE.
                       Paz e bem.
                                                                                 Marcia Adriana Lima de Oliveira

terça-feira, 7 de março de 2017

8 de Março e suas conquistas e continuidades

Foto: Arcevo Pessoal
 No Brasil o processo de colonização trouxe o sistema colonial em que na família predominava o pater poder. Neste, o poder era do homem, do pai e todas as demais pessoas não existiam como pessoas, mas como seres vivos que estavam para servir o Senhor de Engenho (OLIVEIRA, 2012). A mulher neste contexto como era tratada?
        Bem, a mulher era tratada como propriedade do marido e, neste contexto a Hierarquia de gêneros prevalecia, apesar da divisão de trabalho por gênero que dava a mulher direitos no âmbito doméstico, desde que estes estivessem de acordo com os desejos do Senhor, e a este era destinado o espaço da rua (OLIVEIRA, 2012).
         E, quando começamos a perceber mudanças? Elas surgem no momento em que as mulheres começam a trabalhar fora de casa, no âmbito da rua, começaram a estudar fora, em outros países em que as reflexões sobre a ruptura desta hierarquia de gêneros já estava em encaminhamento (OLIVEIRA, 2012).
          Além do trabalho, também a separação judicial (antigo desquite) vem para propiciar a mulher a necessidade do trabalho para o sustento da casa, dos filhos, mas, tudo isto começa a causar transformações no olhar da mulher sobre ela mesma; pois, com estudo, trabalho, assumindo os status (posições) ora de pai, ora de mãe, ora de filha, mantendo vivo a família, esta mulher começa a sonhar, e a tornar-se empreendedora também, ganhando a cada dia mais e mais espaço no mercado de trabalho.
                Com a Separação Judicial, década de 60 e o divórcio na década de 70/80 (Lei nº 6.515/77/78) é legalizado a posição ou o status da Mãe como "dona de casa (cuidadora)" e "chefe da família (provedora)" adquirindo mais e mais independência financeira e autonomia nas suas decisões, principalmente, acerca do que esta mulher deseja, quer.
                Mas, sendo mãe, em uma separação, até que o filho tenha entendimento e compreensão sobre relacionamento, a mãe, mulher dedica-se ao filho e pode ficar mais de 11, 12 anos sem absolutamente, qualquer relação com outra pessoa, desmentindo a fala de que "mulheres separadas eram mais vulneráveis e propensas  a estarem com alguém". Bem, mais do que a mulher, quando há filhos, a proteção ao filho e o bem estar bem deste falam mais alto para algumas mulheres que passam a se dedicar ao trabalho, a casa, a família e o pensar em outro alguém para dividir, partilhar suas vidas vai ficando bem distante, outras casam-se novamente, ou começam novos relacionamentos, não conseguem ficar sozinhas, consigo... Mas, as que conseguem sabem que a sua própria companhia é maravilhosa, e passam a aproveitar o tempo consigo, com seus filhos, com sua família, amigos, trabalho, descobre que a vida não é o outro, mas que já é viva e está viva, e se, houver novo encontro, pensa no filho, depois em si. Mas, dando certo, o outro não será o centro, mas um outro ser com quem irá partilhar, compartilhar as vivências, experiências até aqui.
                     E, em meio a estas descobertas de uma mulher, mãe, independente, tem também uma  grande parcela da população que passa a morar sozinha, o Direito sente a necessidade de ampliar o conceito de família para "laços de descendência por consaguinidade ou afinidade, qualquer um dos pares e seus descendentes, e, a partir da Constituição de 1988, no Brasil, com a mudança do conceito de família, tem-se a mudança nas relações de gênero, em que a partir daquele momento "homens e mulheres passam a ter os mesmos direitos e deveres tanto dentro quanto fora do âmbito doméstico (OLIVEIRA, 2012).
                         Neste sentido, a mulher vai, então tornando-se cidadã, e como cidadã não quer um relacionamento de superioridade ou inferioridade com o Homem, mas uma fala entre iguais, enquanto cidadãos de direitos e deveres iguais, respeitando, claro, as diferenças maravilhosas que existem entre si (OLIVEIRA, 2012).
                               Assim sendo, a mulher, nós mulheres demoramos tanto para chegarmos no momento em que se está atualmente, que não cabe mais o dançar músicas que tenham letras preconceituosas, desrespeitosas quanto ao que somos, Mulher. Faz-se necessário, rompermos a hierarquia de gênero em todos os sentidos e não estimulá-la com tantos preconceitos. Faz-se necessário compreender que depois de tanto tempo sem a fala, sem a ação, sem o saber fazer e o saber saber, não somos melhores ou piores que os homens. Somos apenas diferentes, biologicamente falando (Graças por isto!!). Mas, somos iguais em capacidade de trabalho, de aprendizagem, de liderança, de dialogarmos com ternura e seriedade, com carinho e justiça, com amor e dignidade, e tudo isto, tanto o homem, como nós mulheres somos em primeira instância Seres Vivos, depois Humanos, e Mulheres e Homens incrivelmente abençoados que devemos aprender a dialogar, trocar ideias, partilhar emoções, sentimentos, sensações com tranquilidade e respeito um com o outro (OLIVEIRA, 2012).
                                Por isto, neste dia, não se pense apenas nas mulheres nas fábricas que lutaram por horas de trabalho mais justas, pelo justo trabalho e outros direitos, mas pensemos em não invertermos a hierarquia de gêneros para um ditadura das mulheres... Assim, nada mudaria... inverteriam-se os papéis,  mas os desrespeitos continuariam a existir. Por isto, atenção, não se quer inimigos, mas parceiros, amigos, companheiros, um ser humano que apenas queira, deseje partilhar de suas vivências com tranquilidade, equilibrio, carinho, respeito, dignidade.
                                     E, por fim, dizer neste final que, como mulher que sou, é maravilhoso ver as conquistas, mas, é mais maravilhoso saber transformá-las em pontos de crescimento mutuo na relação e dialogo entre nós, mulheres e os homens. PARABÉNS A TODAS E TODOS!!!!!

REFERÊNCIA

OLIVEIRA, Marcia Adriana L. de . Reflexões sobre a Sociologia Aplicada a Educação. Teresina: UAB/ FUESPI/ NEAD, 2012, pp. 74-110



segunda-feira, 6 de março de 2017

Hoje é 8 de Março de 2017



Foto: Arcevo pessoal
Sabem, hoje é 08 de março, mundialmente conhecido como o dia de nós Mulheres (simbolicamente) por toda uma luta que aconteceu neste dia, em que a nossa voz, ganhou projeção e foi ouvida. Porém, jamais sou partidária da nossa hiper, super valorização em detrimento dos homens, ou da hiper, super valorização dos homens em detrimento de nós, mulheres. Acredito, que somos seres humanos, diferentes fisicamente (e, Graças a Deus, somos diferentes físicamente, porque vocês homens são lindos!). Todavia, temos as mesmas capacidades de aprendizado e aprendizagem. Desconfio de toda e qualquer experiência que, em nome da ciência, diga o contrário, porque são tentativas de manter a hieraquia de gênero ou colocando um ou outro acima ou abaixo. Estou mais, dentro da lógica de Anthony Giddens que falou sobre Relacionamento Puro. Não pureza como ingenuidade, inocência, mas como pessoas que desejam se relacionar, estão juntas com seus defeitos e qualidades, andando lado a lado. E, extrapolando as relações afetivas, no trabalho somos profissionais (independente do gênero), somos capazes, pois estamos trabalhando juntos (independente do gênero). Logo, que possamos manter sempre o respeito mútuo, a cortesia, a polidez, a sensatez, a seriedade, e jamais diminuir, menosprezar quem quer que seja pelo gênero. A voz e uma ideia é aceita por ser boa, independente do gênero. Por isso, neste dia, abraço a todos e todas nós!!!

domingo, 15 de maio de 2016

Docente e Educador.

Eu mesma. (Foto: Arquivo Pessoal)
Dizem que quem é docente é educador.... Eu discordo.. Ouvi nesta sexta de um professor que ao iniciar a sua carreira, passou necessidades e ao chegar na casa de um aluno e dizer para ele que somente naquele momento estava comendo um bolinho, o aluno perguntou: "Professor, o senhor é pobre não é?" E o professor respondeu: "Sim eu sou".  E, pior do que ouvir esta história foi ver as pessoas em volta aplaudirem a história sem nenhum questionamento... Que trágico!! E equivocada colocação. Neste momento, este professor foi apenas o professor, jamais o Educador.

Qual a diferença? A diferença é que o professor que também é educador, vê cada momento como uma oportunidade de partilha de conhecimento, de mudança de visão, de quebra de tabus, preconceitos, olhares enquadrados,... Logo, o Professor Educador, responderia: "Não, meu caro aluno, eu sou Rico. A pobreza ou riqueza, vai além da dimensão física, porque o dinheiro é consequência de uma atividade, que pressupõe uma relação de troca, por exemplo, antes do dinheiro, eu possuiria o conhecimento e o trocaria por um carro, ou você teria um bolo e o trocaria por uma roupa... Assim, a moeda seria o que cada um possuia, cujo valor fosse equivalente, conforme a concordância de ambos, no intuito de suprir uma necessidade. Assim, com a necessidade de atribuir valor equivalente as coisas, surge a moeda. E, esta vai representando simbolicamente, os objetos, ou o que se quer trocar. Logo, eu sou rico porque possuo conhecimento, conhecimento este que você necessita e você tem o que preciso que é o salário. Assim, troco o conhecimento por um valor que me possibilitará suprir outras necessidades minhas. E, o meu produto, que é o conhecimento, aumenta a cada conversa, como a que estamos tendo agora, aumenta quando troco ideias com outros autores, lendo livros , lendo artigos, textos, ou quando a partir do que conheço sou capaz de criar novos conhecimentos, novas formas de ver o que aprendi, e que facilitará o seu aprendizado. Sou rico porque posso sonhar e realizar, a partir do conhecimento que possuo, bem como posso fazê-lo sonhar com o futuro, almejar, planejar, e tentar realizar o que planejou materializando ou transformando sonhos em realidade. Sou rico, porque tenho a consciência de que o mundo, primeiro existe na nossa mente, através das palavras, e depois é que é materializado através das ações que você, que eu, que todos nós realizamos. Assim, a minha riqueza independe do quanto de dinheiro eu possuo, pois o muito ou pouco posso ter, conforme o conhecimento que vou adquirindo para administrar, gerir o que ganho. Enfim, todos e todas precisamos uns dos outros na vida, e isto nos torna rico por aprender e ensinar o aprendido e aprender novamente, e ensinar novamente, e assim, crescermos em riqueza até o infinito... Somos mais do que o nosso corpo, somos o nosso pensamento, o nosso conhecimento... E, assim, como a cada instante crescemos.....Por isso, é importante conhecer, aprender. "

Logo, que pena que este aluno e todas e todos os(as) pessoas que estavam naquele momento ao ouvir
aquele jovem professor, perderam a oportunidade de conhecer não apenas o professor, mas o prazer que é quando este profissional abraça com tanto amor o que faz, que aprende a ser Educador sempre e sempre.

E, novamente, afirmo ser um prazer para mim, poder dizer que sou não apenas Professora, mas Educadora, pois estou nesta relação dialética e dialógica de aprender a aprender constantemente, com todos e todas com quem interajo. E, por isso, mais uma vez é fascinante poder dizer como é bom ser Educadora. E, sim sou muito rica, porque sou Professora!!!!

Paz e luz

Marcia Adriana Lima de Oliveira




sábado, 19 de dezembro de 2015

Natal, momento de reflexão sobre o Amor!!







Chegamos ao término de mais um ano. Contudo, antes do término, propriamente dito, no início de dezembro, os Cristãos começam a vivenciar o Advento, "anunciando a chegada de Deus", na forma de um menino que foi chamado de Jesus Cristo.
              Cristo nasceu e foi conquistando o mundo, não através da força, mas através da palavra e de todas as suas ações e, nestas, o amor que foi incondicional. Amor manifesto aos pais, na forma de respeito, consideração; manifesto a Maria Madalena, em que independente do que ela fez anteriormente, Ele a perdoa; as crianças, idosos, enfim, a todos indistintamente. Deixando para nós o seu mandamento maior:"Amai-vos uns  aos outros como eu vos tenho amado". E, a questão hoje é como tenho amado a mim, ao outro, aos outros a minha volta, então? O que é amor?
                 Muitos conceitos de amor existem, tais como: "fogo que arde sem se ver; ferida que dói e não se sente; calmaria, tranquilidade, paz..." Bem, se trabalharmos com "o fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente..." É complicado porque dá a ideia de que o amor é insensível, como uma hanseníase, doença que oculta a dor, em que há a perda da sensibilidade,... Será isto o amor? Acredito que não. Amar não é ficar entorpecido, inconsciente, sem sensibilidade.... Amar é a consciência, ou a tomada de consciência de um outro que é tão pleno quanto você que ama.
                     Consciência, estar ciente dessa existência pressupõe a vida, pois, ao tomarmos consciência de algo, alguém ou alguma coisa, ela passam a tornar-se presente, materializar-se, mostrar-se... Então, pode-se dizer que Amar alguém é ter a consciência da existência deste alguém, que passa a ser e se fazer presente na sua mente, no seu ser simbólico e também físico, porque sente-se o toque, sente-se o perfume, sente-se a respiração, sente-se todas as manifestações da vida que emerge e ganha corpo no encontro físico ou apenas não- físico, mas físico pelas sensações que se experimenta. 
                        NOSSA!!! E, no relacionamento mais intimo com alguém, em que o Amor deveria prevalecer, pois a consciência nos torna livres, já que somos livres não por fazermos o que queremos, mas por termos a consciência de que temos escolhas e que a cada escolha feita optamos por assumir todas as responsabilidades que ela trás. Assim, estar com o outro que se ama, é vê-lo, ter a consciência deste outro, de suas qualidades e defeitos, mas ainda assim, querer, desejar estar com, partilhar de sua vida com, estar-se preso, comprometido, por vontade própria. Desejar vivenciar uma vida a dois, requer negociações, que ora um ceda aqui e o outro acolá, já que são seres humanos plenos e os desejos se pluralizam neste sentido, então, o querer estar com enquanto expressão do amor é maior que o EU, pois passa-se naquele momento, ao conhecimento, a consciência do NÓS. Duas pessoas ao partilharem de suas vidas e reafirmarem suas existências todos os dias pela consciência um do outro, denominada Amor.
                       E, o Amor no sentido mais pleno, extensivo, não apenas a relacionamentos mais intimos, mas ao outro, em especial que não gosto tanto... Bem, este amor incondicional, mostra-nos a existência ou tomada de consciência da existência do outro, no sentido mais amplo, pois, tomo consciência de sua existência e de sua simpatia ou antipatia, tomo consciência que temos semelhanças ou que somos diferentes, e, que as diferenças são apenas diferenças, nem melhores, nem piores apenas diferenças... Acredito que do respeito incondicional ao outro emana o Amor, ou o sentido maior do Amor.
                      Assim, Cristo não julgou, apenas nos ensinou que vivemos em um mundo plural, com ideias, valores, crenças plurais em que o Amor é real, a necessidade de tomarmos consciência não apenas da nossa existência, mas da dos demais seres vivos, faz com que ampliemos o olhar do EU para o mundo, o cosmos, os múltiplos NÓS, conforme supracitado, auto-percebendo-se como a VERDADE que liberta, de que não estamos sozinhos, e nem somos sozinhos, mas estamos em grupo, mesmo que os membros deste não se conheçam, todos  pertencemos a mesma TERRA, o CAMINHO, porque Cristo mostra que a partir do momento em que você tem o Amor, ou a consciência de si e do outro, as escolhas de vida pautam-se ou deveriam pautar-se no respeito, nas escolhas conscientes, no exercício da liberdade, que somente é possível, como vimos, através da consciência. E, por fim, a VIDA, vida que é mais do que a matéria, Vida que se multiplica na infinidade de conexões espirituais que fazemos ao longo das existências. Encontros, que ganham dimensões maiores do que apenas, no caso de relacionamentos mais intímos, fisicos... Pois, o desejo é o que não se tem e quando se tem ele desaparece.. e o Amor é perene, como um rio farto, limpo, translúcido, forte e calmo ao mesmo tempo... Enfim, encontro de Almas é maravilhoso!!! Como foi o encontro de José e Maria. Afinal, olha que amor magnífico!! José não queria aceitar Maria como sua esposa e nem Jesus seu filho, por não ser filho biológico dele, mas Deus é tão sábio, que mostrou a  José que ele poderia sim aceitar Maria e o filho dela, pois o Amor que ele sentia por Maria, seria e foi extendido ao filho, e mostrou que família e ser família é mais do que somente seres biologicamente juntos, mas pessoas que se amam e querem estar juntas.
                    Portanto, o Natal, tem um sentido mágico por nos mostrar o AMOR de Deus, a tomada de consciência de Deus sobre cada um de nós, e da necessidade que Ele sentiu, de nos ajudar, através de Cristo a tomarmos consciência da nossa existência terrena, do que fazemos ou estamos fazendo com ela e com todos os demais seres vivos, viventes e habitantes desta grande casa que temos que é a mãe Terra. Tomarmos consciência de que eu tenho que me amar primeiro, eu tenho que primeiro ter consciência de mim, ou sobre mim, para depois ter a consciência do outro, perceber e respeitar o outro, como me percebo e me respeito. Como Cristo diz:"Um mandamento vos dou, amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado"....
                            Assim, sendo DESEJO A TODOS UM FELIZ NATAL!!!!! E, que a cada dia, estejamos vivenciando o Natal em nossas vidas!!! PAZ E BEM A TODOS!!!
                                                                                                       (Marcia Adriana Lima de Oliveira)








quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Momento de Passagem (2015/ 2016) = Momento de Reflexão

Momento de Passagem trás no bojo momento de reflexão ou não... A reflexão sempre é oriunda de uma auto crítica, de uma parada para analisar o que foi bom, e melhorar, e o que foi ruim, jamais repetir... 
Porém, isto não deveria ser apenas no final do ano, como se na nossa vida, no nosso cotidiano, não precisássemos estar constantemente a nos autoavaliar. E, aqui não vejo a auto avaliação como um mal ou algo que beire a censura, mas vejo como algo positivo, se temos a consciência de que todos os dias estamos crescendo, todos os dias estamos aprendendo e, principalmente, estamos passando por mudanças e transformações a cada dormir e acordar, a cada dia aprendemos algo, o que antes sentíamos agora podemos não sentir mais, como víamos podemos não ver mais, enfim, tudo é efêmero... Porém, existem coisas que dentro desta efemeridade tem a sua dimensão duradoura, como a consciência de que o conhecimento é infindo e que sendo infindo, não pode ser aberto e fechado, ou seja, a cada dia, um pouco deste conhecimento vai sendo aberto e somado a este conhecimento, surgem outros e outros que o questionam, que o reafirma, que o acrescentam, que somam, jamais diminuem, jamais, torna-se algo tolo, banal, mas tudo o que aprendemos é importante, ou foi importante e um momento ou será importante em outro... Enfim, o conhecimento é o que nos faz ser cada vez mais seres humanos, cada vez mais homens, mulheres, crianças, mais e mais seres abençoados, ou que nos desumanizam, e nos tornam duros, insensiveis, mesquinhos... E, aqui é onde entra a autocrítica, e o conhecimento, que nos diz que o conhecer é algo tão grandioso, que temos que ter a humildade sempre, por sabermos ainda temos tanto a aprender, tanto a conhecer, e, assim, não cabe a arrogância, a prepotência, a ignorância de muitos que se deixam endurecer ou fechar-se frente a um conhecimento, tornando-se inflexivel a qualquer outro, a própria Vida. Assim, que a cada dia de 2016 e outros vindouros possamos estar no ínício do dia pedindo a Deus (pois este é meu credo, mas peçam ao que acreditam, uma Energia, um Ser Cósmico,..) humildade para aprender o que eu possa aprender ao longo do dia, e partilhar com alegria o conhecimento adquirido, e ao final de cada dia Agradecer a Deus tudo o que aprendeu, e fazer a autocrítica, se o que veio é bom, para que fique, ou se não que se vá, e fique apenas como alerta de algo que não se deseja ter jamais. ENFIM, FELIZ CADA DIA DE APRENDIZADO NESTE PLANO TERRENO, LEMBRANDO SEMPRE QUE SER FELIZ É UMA ESCOLHA NOSSA!!! TUDO NOS CHEGA, MAS SOMOS NÓS QUE ESCOLHEMOS FICAR TRISTES OU SORRIR E SEGUIR EM FRENTE!!  E DE TODOS OS NÃOS QUE JÁ TIVE, ESCOLHO A VIDA, ESCOLHO A ALEGRIA, ESCOLHO VIVER DIGNAMENTE, HONRADAMENTE, APENAS VIVER E APRENDER A APRENDER A CADA DIA!!!! SIGAMOS MARAVILHOSAMENTE AUTOCRITICOS EM 2016
!!!!!(COM LEVEZA, NADA TÃO SEVERO...) AMÉM! 

domingo, 8 de novembro de 2015

Viver é um ato de Coragem?

Acredito sim, que viver é um ato de coragem, pelas dificuldades pelas quais passamos... 
Porém, refletindo sobre isso, percebi que as dificuldades tornam-se maiores ou não conforme as nossas escolhas... 
Afinal, somos nós e não a vida que é difícil ou complicada...
A vida, simplesmente, está aí, como uma folha em branco, aguardando o início da escrita, ou através de palavras, ou desenhos, ou pausas, ou silêncios, ou turbilhões de sons, harmoniosos ou não... 
Somos nós quem escolhemos o que registrar nesta folha de papel. No fundo, no fundo, somos nós que tomamos e fazemos as escolhas, somos nós que somos os responsáveis pelo caminho que construímos ao querer ir a algum lugar, ou não construímos ao ficarmos... 
Mas, independente de qualquer escolha somos nós... 
E, quando descobrimos isso, percebemos que viver não é complicado. A complicação está nas relações que travamos, nas regras de convivência, e no relacionamento nas regras que se tem que seguir. Escolhas...
Esperar ou ir... 
Tomar decisões, ou aguardar que outros a tomem por você... 
Mas são nossas escolhas.. 
Eu, não sei, depois de um tempo, resolvi apenas viver cada dia, cada segundo, cada momento, o que passou, está lá como alerta, aviso.. Aprendido. O que virá, posso interferir, mas não em tudo, quando o tudo não depende somente de mim, então, escolho fazer segundo minhas limitações e decisões o que puder fazer agora...
E, nesse momento, escolho registrar pensamentos, sentimentos, vividos, partilhá-los com vocês. Daqui a pouco, partilharei outros conhecimentos com meus orientandos, minhas orientandas nas correções dos projetos.. encaminhamentos dos TCCs, trabalhos das aulas, artigos, revistas, acompanhar o crescimento de meu filho e partilhar de meu vivido com ele e olhar ele também ter o próprio vivido e vir partilhá-lo comigo,, conversar,... 
Enfim, tenho muito a fazer... 
Escolho começar... 
Cada passo, um passo...
Cada momento um momento...
Mas estou aqui para uma conversa também, é tão bom arejar a mente, trocar ideias com quem faz bem...
Bom dia!!!
Marcia Adriana L. Oliveira


Foto e pensamento de Marcia Adriana L. de Oliveira